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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Carro ecologicamente correto faz até 21 km por litro de combustível no AC

Um veículo 1.4 com potência de carro 1.6 e economia de combustível de 1.0. Um automóvel que roda cerca de 240 km com 12 litros de combustível, fazendo pouco mais de 21 km por litro e que com mais de 61 mil km rodados teve sua última troca de óleo quando ainda estava com 8 mil km. Tudo isso somado ao fato de estar preocupado com a preservação do meio ambiente. Assim é o Montana do economista carioca Álvaro Augusto de Oliveira, de 55 anos, natural de Resende, no estado do Rio de Janeiro, e que mora em Rio Branco, capital do Acre, desde 2007.
Augusto conta que quando chegou ao Acre percebeu que seu gasto com combustível era muito alto, impactante no dia a dia. Então, passou a pesquisar formas para minimizar os custos.
“Descobri que durante a Segunda Guerra Mundial, quando os ingleses estavam no deserto na África, tinham dificuldade de ter acesso a combustível, principalmente para avançar das linhas alemãs. Com isso, projetaram um sistema com caixas herméticas onde se produzia o hidrogênio a partir da água. Fiquei curioso, pois falava em anodo, catodo, que são as placas que através do choque na água, revertiam a equação de duas de oxigênio para duas de hidrogênio. Pesquisando mais a fundo, descobri formas de fazer com que isso saísse da teoria e fosse para a prática”, afirma.
A partir de então, há dois anos Álvaro Augusto instalou em seu veículo o que ele denomina de ‘um conjunto coerente de partes, coordenadas entre si, produzido com plástico, peças de aço inoxidável e fios’.
“Um compartimento recebe a água. O sistema é composto desse compartimento, de um reator onde a água passa através dele e sai no vácuo em forma de duas de hidrogênio e uma de oxigênio. Pode-se ver que formam algumas bolhas de hidrogênio, que fazem com que adicionado à gasolina, ele maximize a octanagem do combustível, ou seja, aumente a potência da queima e proporciona uma combustão completa da gasolina, sem deixar resíduos como ocorre em muitos carros, que você vê aquele fumaça preta”, explica.
Segundo ele, por se tratar de uma queima perfeita, pouco ou quase nada se sente do cheiro de gasolina ou de monóxido de carbono quando o carro está em funcionamento. “Pode-se dizer que é um carro ecologicamente correto porque ele queima o combustível fóssil de uma forma tranquila e espontânea”, comenta.
Investindo para economizar e contribuir com o meio ambiente
O sistema foi construído pelo próprio economista, que diz ter investido algo em torno de R$ 3 mil, adquirindo as peças necessárias em mercados diversos. “A água utilizada pode ser da chuva, que é isenta de cloro. Pode ser também do ar condicionado. É uma água que tem a condutividade perfeita. Coloco cerca de ½ copo de água a cada 500 km”, afirma Augusto.
Montana Acre 2 (Foto: Duaine Rodrigues/G1)Sistema criado por Augusto poder utilizar água da chuva ou de ar condicionado para funcionar
(Foto: Duaine Rodrigues/G1)
Ele diz que o sistema ecologicamente correto pode ser desenvolvido em qualquer automóvel, inclusive em barcos, caminhões, geradores de energia elétrica. “Pode ser aplicado desde que haja uma bateria para transformar energia mecânica em energia química”, garante.
De acordo com Álvaro Augusto, antes da implantação do sistema no seu carro, gastava, em média, R$ 700 de combustível por mês. Depois passou a utilizar o recurso o gasto reduziu para cerca de R$ 250.
“Para ir até o município de Epitaciolândia, localizado a cerca de 240 km de Rio Branco, gastei quase 12 litros de combustível. Na última vez que calculei, o veículo estava rodando pouco mais de 21 km por litro, na estrada”, relata.
O economista declara que mostrou o sistema a um vizinho que é técnico em mecânica e ouviu do mesmo que sua criação contemplaria várias partes do sistema mecânico. “Ele limpa todo esse sistema, todo o catalizador do carro, tira todas as impurezas tóxicas do motor e ainda proporciona elasticidade na queima do combustível”, afirma.
Augusto diz ainda que o carro aumentou consideravelmente a potência, consumindo menos combustível e poluindo menos o ambiente. Além disso, ele garante que o sistema proporciona o prolongamento da vida útil da vela do motor, assim como também do óleo.
“Por exemplo, a última vez que troquei o óleo, fiz com 8 mil km rodados. O rapaz que trocou até falou que não era necessário porque estava tão limpo. Hoje o carro já rodou mais de 61 mil km”, destaca.
Montana Acre 3 (Foto: Duaine Rodrigues/G1)Amperímetro (centro) contabliza consumo e
amperagem da bateria do automóvel
(Foto: Duaine Rodrigues/G1)
Dispositivo de segurança
Para garantir a segurança e evitar problemas de conflito entre o sistema e o motor do veículo, Augusto instalou, acima do volante do carro, um amperímetro que marca o consumo e amperagem da bateria.
“É que de repente, quando ele atinge uma determinada amperagem máxima, existe uma chave de segurança que desarmam todo o sistema e tem ainda dentro do veículo outra chave que desligo manualmente. O carro não desliga somente o sistema. O carro funciona com gasolina e esse conjunto que elaborei é um sistema auxiliar que trabalha junto com a gasolina, explode junto com ela. O dispositivo de desligamento é por questão de segurança. Se ultrapassar a 15 amperes, ele já desarma”, explica.
Montana Acre 1 (Foto: Duaine Rodrigues/G1)Economista também criou sistema para ser usado
em motocicletas (Foto: Duaine Rodrigues/G1)
Sistema semelhante para motocicletas
Álvaro Augusto criou também um sistema semelhante ao instado em seu automóvel, mas para motocicletas. “Como a moto é um veículo menor, necessita de um sistema menor para poder não ocupar muito espaço. Criei uma célula que pode ser parafusada na carenagem da moto e é ligada no fio da bateria nos dois polos (anodo e catodo). Ela gera o hidrogênio que auxilia na queima do combustível junto com a gasolina. Já testei no carro e é eficiente”, garante.
O economista declara que não pretende patentear suas criações. Para ele, produtos como esses devem ser socializados com todos pensando no futuro do planeta. “O ideal é que todo mundo use. A poluição do meio ambiente é muito grande, então temos que socializar isso com as pessoas, democratizar ao máximo porque o planeta é nosso e dos nossos filhos. Não adianta querermos pensar só no lado financeiro da coisa, querer só ganhar dinheiro e acumular cada vez mais riqueza. Daqui a pouco a gente morre e a poluição continua”, justifica Álvaro Augusto.
A poluição do meio ambiente é muito grande, então temos que socializar isso com as pessoas, democratizar ao máximo porque o planeta é nosso e dos nossos filhos."
Álvaro Augusto
Ele fala que nunca ouviu ser chamado de louco quando fala sobre a economia de combustível que tem com seu carro, mas acredita que muitos devem pensar isso. “O pessoal duvida muito, mesmo vendo as coisas são céticos. É uma coisa que está me beneficiando então está tudo bem, por isso evito até mostrar para as pessoas. As pessoas são muito descrentes hoje em dia”.
Observando que no custo dos bens que consumimos diariamente, o combustível está diretamente envolvido, Augusto revela que está trabalhando em uma técnica para produzir óleo diesel e gasolina a partir de óleo de cozinha já utilizado. “É o combustível ecologicamente correto. Só me falta o espaço adequado para poder produzir e armazenar”, conclui.
Avaliação sobre o sistema não pode ser realizada por falta de equipamentos
G1 procurou conversar com profissionais qualificados que pudessem comprovar a eficiência do sistema instalado por Álvaro Augusto, mas nenhum afirmou ser possível tal confirmação pela falta de equipamentos capacitados para a obtenção dos resultados.
Segundo o mecânico e coordenador do curso de mecânica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Acre (Senai-Acre),  Antônio Raimundo, não seria possível realizar a avalição que dê resultado preciso sobre o funcionamento do sistema.
"Não tenho como fazer uma análise porque na realidade não há equipamentos capazes de fazer esse tipo de avaliação aqui no estado", justifica.

Como descartar TVs com defeito ou quebradas

Comprar uma TV nova é sempre a maior alegria, certo? Mas você já sabe o que fazer com a antiga? O TechTudo preparou uma matéria especial para que você saiba como descartar um aparelho de TV defeituoso ou quebrado.
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TVs com defeito ou quebradas podem ser recicladas (Foto: Reprodução/Leonardo Rodrigues)TVs com defeito ou quebradas podem ser recicladas (Foto: Reprodução/Leonardo Rodrigues)
Lixo eletrônico, ou e-lixo, é o nome dado aos equipamentos eletrônicos obsoletos ou quebrados que são jogados no lixo diariamente. Nesta lista, pode-se incluir, por exemplo, celulares, impressoras, câmeras fotográficas, computadores e televisores.
Muitas pessoas nem percebem, mas, ao jogar um dispositivo eletrônico no “lixo comum”, está contribuindo para o crescimento de uma estatística desanimadora. No mundo, aproximadamente 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados por ano. O Brasil é o país emergente que mais gera e-lixo no mundo (Fonte: Pnuma - Programa da ONU para o meio ambiente).
O maior problema relacionado ao descarte inadequado do e-lixo se refere ao dano ambiental que eles podem provocar. Uma vez que tais dispositivos são fabricados com elementos altamente poluentes, como Chumbo, Cádmio, Mercúrio e Berílio, recomenda-se que esses produtos sejam descartados em locais apropriados, que saibam dar o devido fim aos componentes eletrônicos. Neste sentido, existem alguns pontos de coleta de lixo eletrônico espalhados pelo Brasil, desde empresas específicas até cooperativas de reciclagem.
Uma boa dica é procurar serviços desse tipo em sua cidade antes de simplesmente jogar o aparelho de TV no “meio da rua” e esperar a coleta de lixo municipal passar. Em pesquisa na internet, é possível encontrar diversos sites que oferecem o serviço de coleta de lixo eletrônico, seja ele gratuito ou pago.
Dentre alguns serviços gratuitos, pode-se citar: urbam.com.br (São José dos Campos), coletalixoeletrônico.com.br (Grande São Paulo), Ecobraz (diversas regiões) e projetomeubrasil.com.br (diversas regiões). Caso o cliente queira mais conforto, existem também os serviços de coleta de lixo eletrônico pagos. O valores variam de acordo com a quantidade e o tamanho dos objetos a serem coletados. Para se ter uma ideia, o descarte de uma TV de até 40 polegadas pode custar em torno de R$ 60.
Algumas fabricantes disponibilizam o serviço de coleta de lixo eletrônico ou indicam pontos de coleta cadastrados. Assim, pode ser uma boa ideia ligar para o SAC da empresa e verificar se este serviço está disponível. É importante salientar que essas dicas valem também para outros dispositivos eletrônicos, como os citados no início da matéria.
Atitudes como essas podem evitar muitos problemas, como doenças em pessoas devido ao contato com material tóxico e contaminação do solo e da água (lençol freático) na região em que o aparelho eletrônico é depositado. Faça a sua parte!