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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um dos japoneses mais procurados no país se entrega em Tóquio


Makoto Hirata esconde o rosto no banco traseiro de um carro da polícia, enquanto de delegacia em Tóquio. (Foto: Kyodo News / AP Photo)Makoto Hirata esconde o rosto no banco traseiro de
um carro da polícia, enquanto de delegacia em
Tóquio. (Foto: Kyodo News / AP Photo)
Makoto Hirata, antigo integante da seita "Verdade Suprema", responsável pelo atentado com gás sarin em 1995, no metrô de Tóquio, no Japão, se entregou à polícia no sábado (31), poucos minutos antes de fim do ano, informou nesta segunda-feira (2) a imprensa local.
Hirata, de 46 anos, se entregou em uma delegacia do distrito de Marunochi, em Tóquio, e foi reconhecido e detido por sua suposta colaboração no atentado perpetrado pela seita em 1995, o pior na história do japão, no qual morreram 13 pessoas e mais de 6.000 foram intoxicados.
O fugitivo, que estava na lista de pessoas mais procuradas do país, assegurou que se entregou porque estava cansado de fugir e levava uma mochila com dezenas de milhares de ienes, segundo informou a agência local de notícias "Kyodo".
O atentado foi executado por cinco integrantes da seita, entre os quais estava Hirata. O grupo perfurou com guarda-chuvas vários pacotes de sarin colocados em cinco trens do metrô de Tóquio, em plena hora do rush, da manhã do dia 20 de março de 1995.
Com a detenção de Hirata, ainda permanecem fugitivos dois suspeitos de participar do ataque no metrô de Tóquio: Naoko Kikuchi, de 40 anos, e Katsuya Takahashi, 53.
Hirata também estaria envolvido no sequestro de Kiyoshi Kariya, que averiguava o desaparecimento de sua irmã, crente da "Verdade Suprema", após abandonar a seita por causa das pressões para ceder ao guru do grupo, Shoko Asahara, vários milhões de ienes e propriedades imobiliárias de sua família.
Kariya morreu durante seu cativeiro, no quartel-general da seita, como resultado de uma overdose de drogas que lhe administraram médicos da organização. A polícia acredita que Hirata era o motorista durante o sequestro.
Nos últimos 15 anos, os tribunais japoneses processaram 189 integrantes da seita, emitiram cinco penas de prisão perpétua e confirmaram 13 penas de morte, entre elas a de Asahara.
Por enquanto, nenhuma das execuções foi realizada porque a lei japonesa estabelece que todas as sentenças dos cúmplices do delito devem ser confirmadas antes de poder se aplicar a pena capital.
A seita "Verdade Suprema" (Aum Shinrikyo, em japonês) foi criada em 1984, quando seu líder Asahara, cujo nome real é Chizuo Matsumoto, abriu um pequeno seminário de ioga no bairro de Shibuya, em Tóquio.
Asahara conseguiu coaptar vários jovens da elite universitária japonesa, o que impulsionou o crescimento da estrutura e transformou a seita em uma poderosa organização subdividida em ministérios, com capacidade para produzir agentes químicos e armas leves, e que inclusive chegou a adquirir um helicóptero militar russo.

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