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sábado, 14 de julho de 2012

Justiça decide que Visa e MasterCard devem liberar pagamentos ao WikiLeaks


O tribunal de Reykjavik, na Islândia, ordenou que as operadoras de pagamento MasterCard e Visa devem liberar as transferências de dinheiro para o WikiLeaks. As companhias estão entre cerca de meia dúzia que impuseram bloqueios ao site após a decisão de revelar mais de 250 mil documentos secretos das embaixadas americanas, em 2010.

Conforme o Washington Post, os representantes do WikiLeaks alegam que o bloqueio resultou em uma queda de 95% na sua receita, o que fez com que o fundador do site, Julian Assange, tivesse que concentrar todos os seus esforços em arrecadar recursos.
O julgamento “é um marco na nossa campanha”, afirmou ao jornal Kristinn Hrafnsson, porta-voz do WikiLeaks. Ele diz que ainda há processos na Dinamarca e na Bélgica, mas reconheceu que, apesar de pequena, a vitória na Islândia “é um passo muito importante na luta contra esses poderosos bancos.”

O tribunal ordenou que o parceiro local da Visa e da MasterCard, a Valitor, reestabeleça os pagamentos dentro de duas semanas, ou terá que pagar uma multa diária equivalente a US$6 mil, ou pouco mais de R$12 mil. A Valitor vai recorrer da decisão e ainda não se sabe se as empresas irão permitir que seus clientes façam novas doações ao WikiLeaks. 

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