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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Facebook desenvolve ferramenta para ajudar cegos a ‘ver’ imagens

O Facebook está desenvolvendo uma ferramenta que pretende ajudar pessoas com deficiência visual a entender as fotos publicadas na rede social. Essa não é a primeira medida de acessibilidade criada para ajudar usuários cegos, pois a plataforma já conta com um recurso que lê as postagens do Feed de Notícias em voz alta. No entanto, a medida que a rede social ganha mais recursos para vídeos e imagens, o uso de pessoas com deficiência fica mais comprometido.

Facebook tem o objetivo de exibir posts que considerada interessante aos seus usuários de acordo com suas atividades na rede social (Foto: Melissa Cruz/TechTudo) (Foto: Facebook tem o objetivo de exibir posts que considerada interessante aos seus usuários de acordo com suas atividades na rede social (Foto: Melissa Cruz/TechTudo))


Em uma entrevista recente ao TechCrunch, Matt King, engenheiro do Facebook e deficiente visual, explicou que parte do mural de notícias da rede de Zuckerberg é composto por imagens. Apesar de já existir um recurso que lê os comentários das fotos, ainda não é possível identificar exatamente o que acontece nas gravuras.

O Facebook está trabalhando em um projeto de reconhecimento através de inteligência artificial, que visa descrever todo o conteúdo da imagem. O recurso atual, por outro lado, apenas identifica quem postou a foto.
Hoje, o usuário cego pode ouvir um audio mais genérico que diz que uma foto foi publicada, porém, a ideia é que no futuro o recurso descreva tudo que tem na foto (Foto: Reprodução/ TechCrunch)


Segundo o engenheiro, o caminho ainda é longo, mas este pode ser o primeiro passo para realmente ajudar os deficientes visuais. “Isto pode não ser 100% ainda, mas que seja apenas metade do caminho. Ao pensar na quantidade de diversão que isso trará, é como ir de 0% para pelo menos 50% do que esses usuários podem obter”, disse King.

A ideia é lançar a nova ferramenta até o fim deste ano, para, pelo menos, uma plataforma, seja ela Web, iOS ou Android. Por enquanto, só resta aguardar e torcer para que o serviço seja mesmo eficaz.

Via TechCrunch

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