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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Inteligência artificial estará no centro da computação, diz CEO do Google

A cada década ou mais, uma nova era de computação surge para redefinir tudo o que fazemos. Muito do que aconteceu nos anos 1990 se concentrava no modelo cliente-servidor e PCs Windows. Depois, a web assumiu praticamente qualquer coisa e todo anúncio carregava uma URL. Na sequência, veio o iPhone e nós estamos no meio de uma década definida por pessoas tocando incessantemente suas pequenas telas móveis. 
Então o que podemos esperar para o futuro quando o mobile dá forma a tudo? Mark Zuckerberg defende que a realidade virtual estará no centro da computação, mas há uma tecnologia mais fundamental que torna possível a realidade virtual e permeia outras áreas paralelas.
“Eu realmente acredito que a longo prazo nós evoluiremos de uma computação focada no mobile para um mundo focado em inteligência artificial”, disse o CEO do Google, Sundar Pichai, ao responder uma pergunta de um analista durante conferência sobre os resultados do trimestre da Alphabet, holding que detém o Google.
É claro que o executivo não prevê o desaparecimento dos dispositivos móveis, mas que os avanços do amanhã virão através do uso mais inteligente de dados ao invés do uso otimizado de dispositivos móveis como aqueles que nós proporcionaram o Uber e Instagram.
Formas da inteligência artificial já estão sendo usadas para ordenar fotografias, combater spam e dirigir carros autônomos. A última tendência diz respeito a bots, que usam serviços de inteligência artificial para completar automaticamente tarefas, como pedir flores ou agendar um hotel.
O Google acredita que está na liderança quando se trata de IA e aprendizado de máquina, algo que o presidente da Alphabet, Eric Schmidt, já definiu como sendo a chave do futuro do Google.
Aprendizado de máquina é apenas uma das formas que o Google espera diferenciar de seus competidores, caso da Amazon e Microsoft, quando se trata de computação em nuvem, disse Pichai. 
Mas há um lado obscuro na inteligência artificial, claro. Se você pensar que o Google e Facebook sabem muito sobre você hoje, espere até ter computadores ainda mais inteligentes e mais dados para serem trabalhados. 

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