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sábado, 30 de abril de 2016

Mark Zuckerberg critica Trump durante conferência para desenvolvedores

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, usou sua apresentação na conferência anual para desenvolvedores da rede social para criticar o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump.
Quando subiu ao palco, o executivo brevemente mencionou o que sua audiência de cerca de 8 mil desenvolvedores, analistas e imprensa esperava ouvir: novidades sobre realidade virtual e inteligência artificial.
Depois, seu discurso tomou um caminho diferente e mesmo sem mencionar o nome de Trump, Zuckerberg falou sobre o controverso homem de negócios e sua plataforma de campanha.
“Eu gostaria de falar agora sobre nossa missão e por que eu me importo com isso”, disse. “É mais importante agora do que jamais foi. Nós defendemos a conexão de cada pessoa em um comunidade global, para aproximar pessoas e dar a elas voz... A Internet permitiu a todos nós acessar e compartilhar muito mais informação do que jamais pudemos”.
Entretanto, Zuckerberg disse que vê obstáculos por uma nova tendência que ele tem visto.
“Agora, enquanto eu observo e viajo ao redor do mundo, eu começo a ver pessoas e nações se voltando contra a ideia de um mundo conectado”, disse. “Eu escuto vozes temerosas chamarem para construir muros e reduzir o comércio e parar a imigração”.
Em sua campanha, Trump atraiu várias manchetes ao defender barrar a entrada temporária de muçulmanos no país e por dizer que o México deveria pagar pela construção de um muro em sua fronteira com os Estados Unidos.
Zuckerberg encorajou as pessoas a não tomarem suas decisões baseadas no medo. 
“Leva coragem para escolher a esperança ao invés do medo. Você precisa ser otimista para pensar que você pode mudar o mundo”, disse Zuckerberg. “Ao invés de construir muros, nós podemos construir pontes. E, ao invés de dividir pessoas, nós podemos reuni-las. Nós fazemos uma inovação por vez, dia a após dia. É por isso que eu penso que o trabalho que estamos fazendo juntos é mais importante agora do que já foi um dia”. 

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