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sábado, 30 de abril de 2016

Pulseira inteligente Fitbit ajuda médicos a salvar vida de paciente

Quando um homem de 42 anos chegou à sala de emergência do hospital na cidade de Camden, Nova Jersey (EUA) , com seus batimentos cardíacos irregulares, os médicos que o atenderam imaginavam que poderiam usar um desfibrilador para colocá-los de volta ao ritmo normal. 
Os desfibriladores, quando usados, geram uma descarga elétrica que ajuda o coração a retomar seu ritmo normal de batimentos e, com isso, evitar que se formem coágulos no sangue circulante. O problema é que, se usados incorretamente, os desfibriladores podem causar coágulos de sangue ao desregular uma taxa cardíaca previamente estável. 
Durante o atendimento, os médicos notaram que o paciente, que tinha um histórico de convulsões, estava usando uma pulseira Fitbit que rastreou sua pulsação e gravou o histórico no app Fitbit no smartphone. Usando os dados gravados, os médicos puderam determinar que os batimentos cardíacos irregulares coincidiram com a forte convulsão que o paciente teve três horas antes.
Essa informação permitiu aos médicos administrarem um choque ao coração do paciente sem o risco de soltar um coágulo que poderia tê-lo matado.
“Acreditamos que este é o primeiro caso a usar informação vinda de um sistema de rastreamento de atividade via smartphone para assistir a uma decisão médica”, disseram os médicos em um artigo publicado no Annals of Emergency Medicine.
O caso é um exemplo de como o aumento do uso de wearables tem o potencial de fornecer a médicos informações clínicas objetivas antes de iniciar um tratamento, e aumentar a margem de segurança dos diagnósticos, já que em situações tradicionais, os médicos possuem um número limitado de informações sobre o paciente para tomar uma decisão, ainda mais em situações de emergência.
“Em muitos casos, o conhecimento da taxa de pulso do paciente naquele momento poderia ajudar a estabelecer um diagnóstico mais preciso. E os dispositivos também poderiam fornecer pistas para estabelecer o momento quando o pulso foi perdido, o que pode ajudar a identificar pacientes para os quais esforços de ressuscitação seriam inúteis”, diz o artigo.  

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