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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Vendas de wearables movimentarão US$ 28,7 bilhões em 2016, prevê Gartner

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Consultoria estima que, ao longo do ano, serão comercializados 274,6 milhões de unidades de tecnologias vestíveis ao redor do mundo

As vendas mundiais de tecnologias vestíveis deverão atingir US$ 28,7 bilhões em 2016.

Segundo projeções do Gartner, ao longo do ano, serão comercializados 274,6 milhões de unidades de wearables ao redor do mundo. O volume representa um aumento de 18,4% em comparação aos 232 milhões de dispositivos vendidos nos últimos doze meses.

Do total movimentado por esse mercado, aproximadamente US$ 11,5 bilhões virão da comercialização de relógios inteligentes. “De 2015 até 2017, a utilização de smartwatches crescerá 48%, em grande parte devido às iniciativas da Apple de popularizar tecnologias para vestir como um estilo de vida”, avalia a consultoria, prevendo que essa categoria deve movimentar US$ 17,5 bilhões ao final da década.

O Gartner projeta que as tecnologias para vestir fitness (como pulseiras, roupas inteligentes, relógios esportivos e outros itens) continuam aumentando a popularidade, impulsionadas em grande parte por programas de bem-estar dos Estados Unidos.

“Entre todas as tecnologias vestíveis fitness, os relógios esportivos manterão sua média de preço de varejo ao longo dos próximos anos. Atletas, ciclistas e mergulhadores deverão escolher relógios esportivos em vez de smartwatches, pois a interface de usuário, as capacidades e durabilidade são adaptadas às necessidades deles. Os avanços contínuos em sensores e sistemas de análise para relógios esportivos trarão novos recursos que sustentarão a média de preços do varejo”, projeta.

Embora o tamanho do mercado mundial de pulseiras inteligentes tenha se igualado às vendas unitárias de smartwatches em 2015, o Gartner afirma que, no futuro, os relógios inteligentes serão mais procurados pelos consumidores, pois existe um número maior de dispositivos multifuncionais que podem fazer o acompanhamento de exercícios.

“Os fornecedores de pulseiras estão buscando uma forma de competir com os smartwatches e conquistar parte do mercado que hoje é liderado pela Fitbit. Exemplos de outras propostas de valor emergente para pulseiras incluem, além de fitness, pagamentos, acesso, segurança, saúde e bem-estar”, avalia.

Na visão da consultoria, os capacetes de Realidade Virtual (HMDs) representam um mercado emergente, tendo suas origens em projetos militares dispendiosos. Em 2016, esse mercado avançará para a adoção destes dispositivos por consumidores e para o uso corporativo.

“Espera-se que novos HMDs de realidade virtual para os consumidores, tais como o HTC Vive, Oculus Rift, Sony PlayStation VR e Microsoft HoloLens, sejam disponibilizados juntamente com jogos de videogame, com conteúdos de entretenimento e aplicações críticas de negócios. Produtores de filmes e ligas esportivas aumentarão seu conteúdo tradicional com o uso dos HMDs, melhorando as experiências dos clientes”, projeta.

O uso corporativo desses dispositivos também crescerá nos próximos anos. Segundo o Gartner, aproximadamente 26% dos HMDs sendo projetados diretamente para uso comercial em 2018.

“Os HMDs serão comprados por empresas para serem usados por seus funcionários em tarefas como reparo de equipamentos, inspeções e manutenção. Os trabalhadores também usarão HMDs para manterem as mãos desocupadas enquanto realizam tarefas”, detalha.

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